3 de fev. de 2010

Entrevista: Ticiana Villas Boas

A jornalista Ticiana Villas Boas (foto), que apresenta o Jornal da Band ao lado de Ricardo Boechat e Joelmir Beting, chama a atenção pela competência, beleza e pelo toque baiano que dá ao jornal todos os dias, às 19h20, na Band. Nesta entrevista, Ticiane revela curiosidades pessoais, detalhes da sua trajetória profissional, revela como chegou à bancada do principal jornalístico da emissora e mostra porque veio pra ficar.

Sempre quis ser jornalista?
Nunca tinha pensado em ser jornalista na infância nem na adolescência. Só sabia que gostava de ler e escrever. A escola que estudei fazia todo ano uma seleção de poemas dos alunos e eu sempre participei. Se chamava "Palavra Vida". Faço balé desde pequena, aos 18 me tornei professora de dança e nesse mesmo período entrei no curso de teatro. Então, na época do vestibular, decidi que iria me inscrever em algo que tivesse ligação com arte, mas não tinha certeza. Só queria que fosse numa Universidade pública. Meus pais não concordaram com a faculdade de dança nem de teatro e sugeriram: "por que não faz jornalismo e se dedica a escrever sobre cultura?". Topei. Tomei outros rumos na área, mas deu certo.

Qual é sua rotina diária?
Jornalista ter rotina? Não conheço um. Nos dois primeiros anos aqui em Sao Paulo fui repórter e quem trabalha na rua não tem horário. Num dia começava às cinco da manhã cobrindo a greve do metrô e no outro tinha que arrumar as malas para viajar. Passei esse tempo sem conseguir me organizar e não conseguia ir para academia ou aula de dança. Só que já estou há um ano e três meses apresentando o Jornal da Band, com horário fixo, e acabei descobrindo que sou mesmo é desorganizada e atrapalhada. Passei esse tempo enrolando na academia. No meu dia só tenho duas certezas: leio um jornal impresso pela manhã e os outros na internet; e a segunda: estarei na Band ao meio-dia para a minha primeira reunião e só saio depois da última, que acontece quando o jornal acaba. Ah, tem um mês que consigo correr e fazer musculação três vezes por semana. Mas tudo isso pode mudar (e tem acontecido com certa freqüência) se aparecer alguma reportagem ou viagem... Aí, volto à estaca zero.


Como chegou à bancada do Jornal da Band?
Comecei a trabalhar em televisão em 2002 como estagiária na TV Educativa. Em 2005 fui convidada para ir para a Band Bahia. Recebi a proposta uma semana antes do carnaval. Zuca, a minha então chefe, precisava de uma repórter para participar da cobertura nacional do Band Folia e apostou em mim, mesmo sem tanta experiência e acabando de chegar. O trabalho foi super legal. Conheci o pessoal daqui de São Paulo; Raimundo Lima, Juca Silveira e Walkíria Hamu falaram que gostram do meu trabalho, me deram várias dicas e disseram que apostavam em mim. Fui ao céu. Foi uma injeção de força e alí foi plantada a sementinha da vontade de vir para São Paulo. Eu não era repórter de rede, era apenas local, mas como não queria que eles me esquecessem redobrei o trabalho. Trabalhava num turno para o jornal local e no outro ficava insistindo para os meus chefes para fazer reportagem para o nacional. E conseguia emplacar as matérias. Aí, meu atual chefe de São Paulo, Fernando Vieira de Mello, reparou em mim. Agora vem a parte mais engraçada da história... O repórter lá de Salvador que fazia as matérias nacionais entrou de férias, Zuca perguntou se eu preferia ser apresentadora do programa local, o Band Cidade, ou cobrir as férias dele. Não pensei duas vezes e fiquei com a reportagem. Só que ficou um ´buraco´ na minha vaga e que precisava ser preenchido para o nosso jornal local. Aí, São Paulo mandou uma repórter que estava começando e trabalhava como rádio escuta, a Juliana. Quando Juli chegou, nos demos muito bem. Fui sua guia turística: levei para comer acarajé, show do Olodum, apresentei amigos e levei até para minha casa de praia. Acabei seduzindo ela com os encantos de Salvador e tive uma idéia: Pedir para ela ficar mais um mês lá na terra maravilhosa e eu ir para o lugar dela em Sampa. O que acham da troca? Ela topou. Agora faltavam os chefes de Salvador... A resposta de imediato foi não. Seria mais um mês de gasto extra. Falei que resolveria o problema. Corri atrás de hotel mais em conta para Juli, permuta em restaurante, coloquei minha casa na troca também, disse que pagaria minha passagem e que em São Paulo ficaria na casa de parentes. Mostrei a proposta e disse que com tudo resolvido e sem gasto ele não teria como negar. Meu chefe disse: "Nunca vi pessoa tão insistente e chata. Vá logo. Vá arrumar as malas". Ele acabou bancando passagens, hotéis, tudo. Agora teria um outro probleminha... A vaga de Juliana era de rádio escuta, de produção, não de repórter. Mas como os orixás estão comigo, um repórter do Jornal da Band tinha acabado de entrar de férias. Pronto, fiquei um mês fazendo reportagem para o principal Jornal da casa. Na época, conheci pessoalmente Fernando Vieria de Mello e Carlos Nascimento, e disse para os dois que queria voltar para ficar. Isso foi novembro de 2005. Em abril de 2006, pouco depois do carnaval eles me chamaram.


Como é a sua relação com o Boechat e o Joelmir? Muitas vezes os telespectadores acabam presenciando momentos de descontração...
E é mesmo muito descontraído. É um estilo bem "Boechat" que estou aos poucos aprendendo. Ele é muito espontâneo, é exatamente o que a gente vê na televisão e ouve na rádio. Não gosta de nada combinado, detesta jogo de cena e o que chama de "teatralizar" o jornalismo. Nenhum comentário é previamente acertado. Ele decide na hora falar. Joelmir tira de letra, eu e o diretor de TV às vezes somos pegos de surpresa. Quem sou eu para falar dele? Mas na minha modesta opinião, Boechat tem duas características raras na televisão: é original e não é vaidoso. Aprendo muito com ele. No ar tem aquele jeitão carioca, cheio "de marra", descontraído, mas na redação, salve-se quem puder. Ele é o terror dos editores. Não deixa passar um ´s´ fora do lugar. Joelmir para mim é um ícone. Também não sou ninguém para falar do economista e profissional que ele é, mas sei que nunca vi uma pessoa tão culta educada. Parece que sabe de todos os assuntos do mundo. E eu no meio dessa dupla...



Fonte: Portal EBand

As Mulheres e o Jornalismo da Record

O domínio das mulheres foi evidente em todos os jornais exibidos pela emissora. No principal jornal, o "JR", Adriana Araújo assumiu o comando durante as férias de Celso Freitas e ficou durante quase todo o mês de janeiro ao lado de Ana Paula Padrão na bancada.

Já o "Fala Brasil" é apresentado pelas jornalistas Carla Cecato e Roberta Piza (foto), elas são responsáveis pelo comando do primeiro noticiário do dia da emissora transmitido em rede. Além das duas na bancada, o noticiário também conta com um bloco dedicado ao esporte, que tem como apresentadora outra mulher, a jornalista Salita Oliveira.

No início da tarde tem Luciana Liviero apresentando o “Record Notícias” e no "Domingo Espetacular" tem outras duas grandes jornalistas dividindo a apresentação com Paulo Henrique Amorim.

O formato exclusivamente feminino é um desejo dos executivos mais jovens que buscam uma maior inovação no jornalismo da emissora, já que em outros canais é sempre um casal que apresenta os telejornais.

2 de fev. de 2010

RBS TV na Copa da África

O Grupo RBS anunciou no mês passado a venda de todas as cotas de patrocínio disponíveis no Rio Grande do Sul para a Copa do Mundo desse ano, ao total, são 5 empresas: Golden Cross, GVT, Paquetá Esportes, cerveja Polar e Coca-Cola. Vale lembrar que Coca-Cola e GVT também adquiriram sua cota para o mercado do estado de Santa Catarina.

O plano contempla toda a plataforma do Grupo (jornais impressos, TV COM, rádios e Internet) gerando a possibilidade de diferentes ações por parte dos patrocinadores.

Audiência: Os Telejornais Mais Assistidos no RJ

No final de 2009 foi divulgada uma lista com os jornais de maior audiência na cidade do Rio de Janeiro. Entre os meses de janeiro e outubro, o ranking ficou assim:

Na primeira colocação, ficou o "RJTV 2ª Edição" da TV Globo com 30 pontos de média. Em segundo aparece o "RJTV" do almoço com 14 pontos, já o "SBT Rio" do jornalista Luiz Bacci (foto) ficou em terceiro lugar com 9 pontos no Ibope. Veja o ranking completo:

RJTV 2: 30
RJTV 1: 14
SBT RIO: 9
RADAR RJ: 8
RJ RECORD: 8
BOM DIA RIO: 7
RJ NO AR: 5
A RECORD E RIO: 5
JORNAL DO RIO: 5
RJ NOTICIAS: 1
RJ ACONTECE: 1


O "Balanço Geral" do comunicador Wagner Montes da TV Record, não foi colocado na pesquisa pois é considerado um programa e não um telejornal.

1 de fev. de 2010

Novidades do Jornalismo em Janeiro

Além dos canais Band Sport, Band News e Terra Viva, o Grupo Bandeirantes pretende lançar dois novos canais especializados em 2010.

O trio de apresentadores do “Domingo Espetacular” da Rede Record deve ser reformulado em 2010, apenas Paulo Henrique Amorim deve continuar na apresentação.

A jornalista da Rede TV! Rita Lisauskas já entrou no oitavo mês de gravidez, ela trabalha normalmente até fevereiro, depois disso, o jornal “Rede TV! News” será apresentado por outra jornalista.

Por falar em Rede TV! A emissora iniciou no dia primeiro de janeiro a transmissão no canal 14 da NET em SP, o investimento foi de 10 milhões de reais.

Já o SBT renovou contrato com o jornalista Carlos Nascimento (foto), ele vai ficar na emissora de Silvio Santos por mais quatro anos. O “pequeno” salário do apresentador continua girando em torno de 500 Mil Reais.

Na Globo, o “Jornal Nacional” tem novo patrocinador, o Bradesco assume a posição que antes era ocupada pelo Unibanco.

Ainda na Rede Globo, o apresentador Zeca Camargo começa a coletar material para a produção da série “Mega Cidades” que será exibida pelo “Fantástico”.

A guerra de audiência pela vice - liderança foi muito acirrada em 2009, segundo dados oficiais do Ibope, a Record registrou 6 pontos de média contra 5 pontos do SBT.